sexta-feira, 31 de julho de 2009

Lenda Japonesa



Era uma vez um grande samurai que vivia perto de Tóquio.
Mesmo idoso, dedicava-se a ensinar a arte zen aos jovens.

Apesar da sua idade, corria a lenda de que ele ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro conhecido pela sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Queria derrotar o samurai e aumentar a sua fama.
O velho aceitou o desafio e o jovem começou a insultá-lo.
Chutou algumas pedras na sua direcção, cuspiu no seu rosto, gritou insultos e ofendeu os seus antepassados


Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.
No final do dia, sentindo-se já exausto e humilhado, o guerreiro retirou-se.
E os alunos, surpresos, perguntaram ao mestre como ele pode suportar tanta indignidade.

- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?
- A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos. Quando não são aceites, continuam a pertencer a quem os carrega consigo.

MORAL DA HISTÓRIA:*

*A sua paz interior depende exclusivamente de você.*

*As pessoas não lhe podem tirar a calma. Só se você o permitir*

(Lenda enviada pelo Mário)

sexta-feira, 24 de julho de 2009

terça-feira, 14 de julho de 2009

O desaparecimento do 11º Panchen Lama



Em maio de 1995, o actual 14º Dalai Lama reconheceu um menino de 6 anos com o nome de Gedun Choekyi Nyima como a 11ª reencarnação do Panchen Lama.


O governo de Pequim não aceitou esta escolha e obrigou os monges de Tashilhunpo a encontrar um outro Panchen Lama.


A escolha dos chineses recaiu sobre o filho de um membro tibetano do Partido Comunista. Hoje, esse jovem de 18 anos estuda em Pequim e está sob controle do governo chinês.


A questão é a seguinte: Onde está o 11º Panchen Lama reconhecido inicialmente?


Será que o 11º Panchen Lama “chinês” tem alguma credibilidade, uma vez que parece ser uma marionete do regime?


Um dos problemas que se colocará num futuro próximo é que, segundo a tradição tibetana, o Panchen Lama participará na escolha do próximo Dalai Lama, depois do actual falecer.


Escolherá este um Dalai Lama “pró-China”?

quarta-feira, 1 de julho de 2009

LENDA CHINESA


Um mestre encarregou o seu discípulo de cuidar de um campo de arroz.

No primeiro ano, o discípulo vigiava-o para que nunca faltasse a água necessária. O arroz cresceu forte, e a colheita foi boa.

No segundo ano, ele teve a ideia de acrescentar um pouco de fertilizante. O arroz cresceu rápido, e a colheita foi maior.

No terceiro ano, ele colocou mais fertilizante. A colheita foi maior ainda, mas o arroz nasceu pequeno e sem brilho.

Então o mestre advertiu-o:
“Se continuar aumentando a quantidade de adubo, não terá nada de valor no ano que vem. Você fortalece alguém quando ajuda um pouco. Mas você enfraquece alguém e pode até estragá-lo se ajuda muito”.

Autor desconhecido

quinta-feira, 25 de junho de 2009

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Jalaluddin Rumi - Poeta Místico Sufi


A evolução da forma

Toda forma que vês
tem seu arquétipo no mundo sem-lugar.
Se a forma esvanece, não importa,
permancece o original.

As belas figuras que viste,
as sábias palavras que escutaste,
não te entristeças se pereceram.

Enquanto a fonte é abundante
o rio dá água sem cessar.
Por que te lamentas se nenhum dos dois se detém?

A alma é a fonte,
e as coisas criadas, o rios.
Enquanto a fonte jorra, correm os rios.
Tira da cabeça todo o pesar
e sorve aos borbotões a água deste rio.
Que a água não seca ela não tem fim.

Desde que chegaste ao mundo do ser,
uma escada foi posta diante de ti, para que escapasses.
Primeiro, foste mineral;
depois, te tornaste planta,
e mais tarde, animal.
Como pode ser isto segredo para ti?

Finalmente foste feito homem,
com conhecimento, razão e fé.
Contempla teu corpo-um punhado de pó
-vê quão perfeito se tornou!

Quando tiveres cumprido tua jornada,
decerto hás de regrassar como anjo;
depois disso, terás terminado de vez com a terra,
e tua estação há de ser o céu.

Passa de novo pela vida angelical,
entre naquele oceano,e que tua gota se torne mar,
cem vezes maior que o Mar de Oman.

Abandona este filho que chamas corpo
e diz sempre "Um" com toda a alma.
Se teu corpo envelhece, que importa?
Ainda é fresca tua alma.


Considerado o maior poeta de língua persa, Maulana Djalal ad-Din Rumi nasceu onde hoje é o Afeganistão e morreu na Turquia, em 17 de dezembro de 1273. É considerado o criador do Sufismo, a vertente mais mística do islamismo.

Acreditava que o exercício do amor era essencial para o amadurecimento e aperfeiçoamento dos seres humanos. Pregava a tolerância, a bondade, a paciência, a calma e a compaixão incondicionais.

Depois da sua morte, os seus seguidores fundaram a Ordem Mevlevi, que se conhece através daqueles derviches que dançam, girando... Essa dança, chamada sema, é uma forma de oração coletiva.